⚡ Guitarras na frente, atitude no ritmo e nenhuma volta desnecessária
Com menos de três minutos, “Black Leather” chega direto ao ponto. O novo single de Steve Creep and the Wildcards aposta em uma condução acelerada, riffs contagiantes e uma bateria que mantém a música em movimento do início ao fim.
A faixa é o quinto lançamento do grupo e recupera aquela combinação que sempre encontrou espaço entre o punk e o rock and roll: simplicidade melódica, guitarras marcantes e uma interpretação vocal carregada de personalidade.
A influência dos Ramones aparece na velocidade e na objetividade da composição. Já a abordagem vocal remete à estética alternativa de Scott Weiland, especialmente em seus trabalhos com Stone Temple Pilots e Velvet Revolver.
Na letra, o grupo acrescenta uma dose de humor e ironia ao brincar com a moda no universo do rock e sua capacidade de dar voltas, recuperar antigas tendências e reapresentá-las às novas gerações. Afinal, no rock, algumas coisas nunca saem completamente de moda.
Uma identidade construída entre diferentes gerações
Por trás do nome Steve Creep and the Wildcards existe um projeto que reúne referências de diferentes períodos da história do rock.
A sonoridade percorre o classic rock dos anos 1970, incorpora a energia do punk e encontra no power pop dos anos 1990 uma fonte importante de melodias e refrões. As guitarras remetem a nomes como Cheap Trick e Thin Lizzy, enquanto a força dos grandes refrões também encontra referências em Kiss.
Em outros momentos, aparecem as influências de The Clash e Green Day, reforçando a ligação do projeto com diferentes gerações do punk.
Essa mistura não significa simplesmente acumular referências. O objetivo é construir canções diretas, com identidade própria, guitarras em destaque e melodias que permaneçam na memória.
Da ideia solo à formação dos Wildcards
A história do projeto começou durante o período de isolamento da pandemia, quando Steve Creep retomou o contato com seu antigo amigo Tom Shemer, integrante da banda canadense The Damn Truth.
Foi Tom quem incentivou Steve a gravar seu primeiro trabalho solo, assumindo a produção e a engenharia de gravação. Naquele EP de quatro músicas, Steve executou todos os instrumentos e os vocais.
A ideia inicial, porém, evoluiu. Inspirado por artistas que sempre trabalharam com nomes de banda mesmo quando havia uma liderança criativa central — como Tom Petty and the Heartbreakers, Prince and the Revolution e Joan Jett and the Blackhearts —, Steve decidiu reunir músicos para dar ao projeto uma identidade coletiva.
Assim nasceram os Wildcards.
️ Os músicos por trás do som
A formação reúne músicos escolhidos por Steve para contribuir com diferentes características musicais:
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Steve Creep — voz, instrumentos e composição;
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Scott Mitchell — baixo e harmonias vocais;
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Will Laurin — bateria;
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Phil Di Sessa — guitarra.

Scott Mitchell acrescenta ao conjunto uma sonoridade de baixo marcante e harmonias vocais que ampliam os arranjos. Will Laurin traz sua experiência de estrada e apresentações ao vivo, enquanto Phil Di Sessa incorpora uma abordagem de guitarra com referências do blues.
Na produção, Tom Shemer utiliza uma estética de gravação vintage, enquanto Dave Traina, também do The Damn Truth, assina a masterização.
Rock sem fronteiras, referências sem prazo de validade
“Black Leather” representa bem a proposta dos Wildcards: uma música que recupera a energia do punk e do rock clássico sem ficar presa à nostalgia.
O grupo trabalha com elementos conhecidos, mas os coloca em movimento, explorando a força das guitarras, a objetividade das composições e o apelo dos refrões.
É rock feito para circular, ganhar volume nos alto-falantes e encontrar seu espaço também no palco. Uma faixa curta, certeira e com personalidade.
Conheça e acompanhe Steve Creep and the Wildcards
Curadoria Editorial SSROCK — Cena, estrada e movimento. A rádio que acompanha e fortalece o rock na Região dos Lagos.