FLORIANÓPOLIS (SC) — O jogo mudou.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a International Surfing Association (ISA) confirmaram as novas regras de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 — e o surfe vai rolar pesado nas ondas de alta performance de Trestles, na Califórnia ♂️
A grande virada?
O ISA World Surfing Games agora vira o principal caminho para a Olimpíada.
Das 48 vagas totais (24 no masculino e 24 no feminino), a maioria passa a ser decidida nas edições de 2026, 2027 e 2028 do ISA Games. Já o ranking do Championship Tour (CT) da WSL garante 5 homens e 5 mulheres — com limite de apenas 1 atleta por país em cada categoria.

Ou seja: estratégia, consistência e camisa pesada de equipe vão falar alto.
O presidente da Confederação Brasileira de Surf, Teco Padaratz, destacou a empolgação com o novo modelo homologado pelo COI e reforçou que o Brasil tem histórico forte nas disputas por equipes. O foco agora é estrutura máxima e preparação total para buscar cada vaga disponível.
O ciclo começa oficialmente no ISA Surfing Games 2026 (ainda sem data definida). As seleções campeãs por equipe masculina e feminina já garantem vagas diretas para Los Angeles 2028. Em 2027 o sistema se repete. Em 2028, mais 10 vagas por gênero entram em disputa.
Cada país pode levar 3 homens e 3 mulheres para o ISA Games. O Surf Brasil prioriza a elite do CT — os três melhores brasileiros e brasileiras do ranking vigente terão prioridade na convocação. Caso necessário, o Challenger Series e o ranking nacional completam o time.
Foi nesse modelo que Tainá Hinckel garantiu vaga extra para Paris 2024.

O número total de atletas nas Olimpíadas segue o mesmo desde Tóquio 2020 — quando Italo Ferreira fez história com o primeiro ouro olímpico do surfe
Para Los Angeles 2028, a ordem de classificação coloca primeiro o CT 2028, depois o ISA Games 2028, além de vagas continentais, bônus para equipes campeãs mundiais, país-sede e universalidade.
Tradução SSROCK:
agora não é só brilhar sozinho. É vestir a bandeira e pontuar pesado como nação. ⚡
O Brasil já mostrou que sabe jogar esse campeonato.
E o novo ciclo começa agora.
SOBRE SURF BRASIL- Surf Brasil é o novo nome de comunicação da Confederação Brasileira de Surf, reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela ISA (International Surfing Association), como a entidade oficial na administração de todas as atividades relacionadas aos esportes com pranchas, como definido no seu Estatuto. A Confederação foi fundada em 17 de outubro de 1998 e conta com 15 federações estaduais filiadas, que elegeram Flávio Teco Padaratz como presidente em 2022, com Paulo Moura e Brigitte Mayer de vice-presidentes.
“De surfista para surfista” é o lema do Surf Brasil, que tem como missão, descobrir novos talentos e criar novos ídolos nacionais, produzindo, chancelando e organizando o Campeonato Brasileiro de Surf, decidindo os campeões e campeãs brasileiras também das categorias de Base e do Master, de Ondas Grandes e das modalidades Longboard, Stand Up Paddle, Parasurf. O principal valor desta gestão dirigida por Teco Padaratz, é oferecer mais oportunidades para consolidar as carreiras dos atletas de todas as categorias, inclusive das profissões que gravitam em torno das competições, trazendo dignidade para toda a comunidade do surf brasileiro.